Imagem capa - A participação do pai na sessão fotográfica. por Elysée Nyland
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A participação do pai na sessão fotográfica.


Os pais de hoje são notoriamente diferentes dos pais das últimas gerações – onde uma cultura machista era preservada. 

 

Nós sabemos que ainda há muito para melhorar entre os relacionamentos familiares e as estruturas estabelecidas nos dias de hoje, mas eu estou aqui para dar destaque ao positivo e comentar sobre o que felizmente acontece na maior parte dos casos em que presencio com a fotografia. 

 

Sou parte da geração que foi criada com base em uma cultura, e hoje na prática com seus filhos vive situações totalmente diferentes. Sou parte da transição, da quebra do paradigma e também da posição mais difícil preestabelecida: a necessidade [quase obrigatória] do autoconhecimento, o encontro da identificação. Quem é mãe da minha geração carrega a culpa na bolsa e luta com as crenças do inconsciente (formada pelos nossos pais) acompanhada dos palites antiquados da torcida. Em contra ponto a vida contemporânea que não chama, mas grita no ouvido, se posicionar perante esses questionamentos exige coragem além de uma rede de apoio. 

 

Nos dias atuais quando uma mulher está grávida o companheiro sonha junto com o momento e também, se gostam, planejam as fotografias. Quando é inesperado, algumas reações são mais naturais e mesmo assim podemos observar o quanto os homens são participativos e vivem intensamente mês a mês cada fase. 

 

Ainda lembro quando recebi o primeiro telefonema de um homem querendo agendar a sessão fotográfica da gestação, a sua mulher estava grávida com aproximadamente 20 semanas, e ele ansioso vivendo o turbilhão de emoções novas e aguardando. Ninguém sabe, mas aquela atitude me emocionou, sou chorona por natureza levei uns 5 minutos para me recuperar - após desligar o telefone - ainda bem!  A única coisa que pensei foi:  é tempo de renovação, que bom fazer parte dessa época, ser dessa geração e ter clientes desse tipo. Me faz acreditar em um mundo bem diferente para os meus filhos, pois uma atitude dessa será natural para época deles. 

 

Fiz uma análise a partir das sessões contratadas ao longo da minha experiência com casais (gestação, newborn, acompanhamento e família):

 

40% São contratadas pelo casal. 

50% São contratadas pela mulher com a participação do companheiro, de acordo e feliz.

6% são as mulheres que contratam e levam o companheiro forçadamente.

4% são contratadas pelo homem.

 

Essa são as minhas estatísticas, baseadas no meu trabalho, público, mercado e tipo de cliente que eu atendo, logicamente não podemos generalizar, mas aponta que vagarosamente estamos conquistando muitos pontos positivos e que os homens estão percebendo que existe um papel muito maior do que ser o provedor do lar, pois as mulheres também ocupam esse cargo. Ele deve simplesmente ser pai e assumir tudo o que o representa essa palavra. 

 

Fico feliz e grata por 94% dos meus atendimento serem realizados com pais e mães felizes e satisfeitos. Nós sabemos que nem todos os homens estão acostumados com as lentes e sim, são em sua maior parte retraídos, mas após o momento em que “quebra-se” o gelo da sessão ou até mesmo quando acontece a interação com o filho a emoção vence todas as objeções e ali está aquele pai que mesmo tímido é participativo e deseja congelar aquele momento através das imagens. 

 

As vezes, mesmo apreensivo após ver a impressão do livro ele se emociona e percebe o quanto a sua participação foi essencial, pois ele é parte do projeto, do sonho e do presente divino que está ali, cada um tem um tempo para esse entendimento, uns tem na contratação, outros durante a sessão e outros quando veem as fotos de forma materializada em suas mãos.

 

O importante é salientar o óbvio, nenhuma gestante engravidou sozinha e elas gostam que essa mudança e conquista seja compartilhada em conjunto, também desejam que o companheiro tenha alegria e vontade de participar das sessões fotográficas de família. 

 

Pai, homem que gera, cria ou educa uma criança, já diria o dicionário que resume uma palavra de uma complexidade muito maior. Essa criança pode ter vínculos de sangue ou não o importante é saber que todas as experiências positivas de amor e dedicação vivenciadas com o seu filho o fará ser um adulto integro, seguro, feliz e confiante. A fotografia também tem esse papel, ela guarda, para sempre a vida, para ser recordada e também contada. São histórias de amor congeladas dentro dos livros que vão atravessar décadas dentro da sua casa, do seu coração e do seu filho. 

 

Experimenta? Eu posso jurar que essa experiência será inesquecível.